Da reação ao título: como o Cruzeiro-PB virou a campanha e voltou à elite após 13 anos
Raposa passou cinco jogos sem vencer, mudou o comando técnico, reagiu na reta final e encerrou a Segundona com acesso, título e dez partidas de invencibilidade sob Rafael Borges

O Cruzeiro-PB terminou a Segunda Divisão do Campeonato Paraibano de 2026 no lugar mais alto do pódio, mas o caminho até o título esteve longe de ser simples.
A Raposa começou a competição sem vencer, passou por mudanças no elenco e na comissão técnica, precisou reagir para alcançar os mata-matas e chegou ao acesso em uma semifinal decidida nos pênaltis.
Na final, diante do Atlético Santa Rita e fora de casa, completou a recuperação com vitória por 1 a 0 e a taça da Segundona.
Mais do que um título, a campanha marcou o retorno do clube à elite estadual depois de 13 anos.
Cinco jogos sem vencer
O início do Cruzeiro na competição foi de dificuldade.
A equipe atravessou as cinco primeiras partidas sem conseguir uma vitória e viu a classificação para a fase decisiva ficar ameaçada.
O desempenho levou a mudanças importantes durante a própria competição.
Cézar Wellington deixou o comando técnico, enquanto o elenco também passou por reformulação.
Foi nesse cenário que Rafael Borges assumiu a equipe.
Rafael Borges muda o rumo da campanha
A chegada do novo treinador marcou o ponto de virada.
Com Rafael Borges, o Cruzeiro começou a acumular resultados positivos e passou a se aproximar da zona de classificação.
A equipe chegou a construir uma sequência de cinco vitórias consecutivas e deixou para trás o cenário de pressão das primeiras rodadas.

A reação levou a Raposa ao quarto lugar da primeira fase, com 16 pontos, garantindo vaga nos playoffs.
Ainda não era o acesso.
Mas o Cruzeiro estava vivo.
Primeiro mata-mata tem gol no fim
No playoff, o adversário foi o Serrano-PB.
O confronto terminou em 3 a 2 para o Cruzeiro, em uma partida marcada por viradas e emoção até os minutos finais.
Gionnotti abriu o placar para a Raposa.
O Serrano reagiu com Thales e Ricardo Rato.
Rodriguinho empatou no segundo tempo, e Samuel Pará marcou o gol da classificação nos minutos finais.
A vitória colocou o Cruzeiro nas semifinais.
O acesso estava a dois jogos de distância.
Dois empates contra o melhor time da primeira fase
Na semifinal, o desafio aumentou.
O Cruzeiro enfrentou o Auto Esporte, líder da primeira fase e único time que havia chegado àquela etapa sem perder.
No jogo de ida, no Zezão, empate por 1 a 1.
Esquerdinha marcou para o Cruzeiro, enquanto Júnior Mandacaru deixou tudo igual.
Na volta, no Almeidão, o roteiro se repetiu.
Erick Bahia colocou a Raposa na frente ainda no primeiro tempo, mas Robinho empatou para o Auto na segunda etapa.
Novamente, 1 a 1.
Com dois empates, o acesso precisou ser decidido nos pênaltis.
Andrade vira herói do acesso
Nas cobranças, quase todos os jogadores converteram.
A diferença apareceu quando Andrade defendeu o pênalti de Júnior Mandacaru.
O Cruzeiro venceu a disputa por 5 a 4 e garantiu o retorno à Primeira Divisão do Campeonato Paraibano.
Depois de 13 anos, a Raposa estava novamente entre os clubes da elite.
O objetivo principal da temporada havia sido alcançado.
Mas ainda restava a final.
Decisão contra o melhor ataque
O adversário pelo título era o Atlético Santa Rita.
O Tigre chegava à decisão com nove vitórias consecutivas, 40 gols marcados e Kaká como artilheiro da competição com 17.
Além disso, o Atlético havia vencido todas as cinco partidas disputadas no Ribeirão.
O Cruzeiro, por outro lado, carregava outro retrospecto importante: ainda não havia perdido fora de casa na Segundona.
A final colocou frente a frente a força do mandante e a resistência da Raposa como visitante.
Paulinho marca o gol do título
A decisão permaneceu equilibrada até os 37 minutos do primeiro tempo.
Foi quando Paulinho apareceu.
O lateral-esquerdo cobrou uma falta com força e marcou o único gol da partida.
Atlético Santa Rita 0 x 1 Cruzeiro-PB.

Na segunda etapa, a Raposa conseguiu controlar a reação do adversário e sustentou a vantagem até o apito final.
O time que começou a competição sem vencer seus cinco primeiros compromissos terminou campeão.
Dez jogos invicto sob Rafael Borges
Antes da final, Rafael Borges acumulava nove partidas sem derrota no comando do Cruzeiro.
A vitória no Ribeirão ampliou a sequência para dez jogos de invencibilidade.
O treinador encerrou sua participação na Segundona sem perder desde que assumiu a equipe.
A sequência terminou com:
- classificação para os playoffs;
- vitória no mata-mata contra o Serrano;
- acesso diante do Auto Esporte;
- e título contra o Atlético Santa Rita.
Acesso e taça depois de 13 anos
O Cruzeiro não disputava a Primeira Divisão estadual desde 2013.
A longa espera terminou em 2026.

Mas o retorno não aconteceu de forma tranquila ou previsível.
Foi construído a partir de uma recuperação durante a própria competição.
A equipe precisou mudar treinador, reagir na tabela, passar por dois confrontos eliminatórios e enfrentar fora de casa um adversário que chegava à final em sua melhor sequência.
No fim, a Raposa voltou à elite com algo a mais na bagagem.
Voltou como campeã da Segunda Divisão do Campeonato Paraibano de 2026.
De cinco jogos sem vitória ao título.
De uma campanha ameaçada ao acesso.
De 13 anos longe da elite ao lugar mais alto do pódio.
A trajetória do Cruzeiro-PB na Segundona foi, acima de tudo, uma campanha de recuperação.



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